Dheinily de Oliveira, de 19 anos, recebeu o serviço de parto humanizado e deu à luz a Otávio Gabriel (Foto: Júnior Freitas/G1)
Na tentativa de diminuir o número de cesáreas, a ala obstétrica do Hospital Bom Pastor Pró-Saúde, em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho, oferece o atendimento de parto humanizado às futuras mães. Os acompanhamentos começaram há cerca de dois meses e parte do programa é ensinar exercícios que auxiliam e aumentam a possibilidade do parto normal, além da assistência pré, durante e pós-parto.
De acordo com a direção da unidade, a ação faz parte do Programa Rede Cegonha e foi implantado no município para contemplar o centro de parto normal, que busca humanizar o atendimento prestado à gestante e ao recém-nascido.

Neste ano já foram realizados 292 partos, sendo 186 normais e 106 cesarianas. No último mês, a unidade registrou 53 partos normais e 18 cesárias, uma redução de aproximadamente 15% em relação ao primeiro trimestre do ano, onde eram registradas em média 40 cesarianas.

O atendimento funciona com a paciente recebendo acompanhamento familiar durante o trabalho de parto no apartamento Pré-Parto, Parto e Pós-Parto (PPP). A futura mãe recebe estímulos ao parto normal com exercícios e massagens, utilizando bola de pilates e banqueta para parto vertical.

Enfermeira faz acompanhamento do trabalho de parto de Franscisca. (Foto: Júnior Freitas/G1)
Ao G1, a pediatra Márcia Regina Guzmán, contou que no hospital existem cinco apartamentos PPP destinados às pacientes e falou sobre a importância do parto humanizado.

“É crucial para dar conforto a paciente, ela vai estar ao lado de uma pessoa segura. Geralmente no trabalho de parto elas ficam nervosas, com medo e inseguras e esse atendimento visa evitar essa insegurança e ter o bebê num ambiente familiar com o acompanhante que ela quiser”, disse a médica.

A jovem Dheinily de Oliveira, de 19 anos, recebeu o serviço de parto humanizado e deu à luz a Otávio Gabriel na manhã de terça-feira (10) e gostou da novidade. “Foi bom e eu gostei muito, pois minha mãe me acompanhou o tempo todo.

Fui muito bem tratada pelo médico e enfermeiras, sofri com as dores, mas consegui ter o parto normal e agora estou feliz demais com meu filho. Fiz exercícios com as bolas e recebi massagens para que ficasse mais à vontade”, declarou a mãe de primeira viagem.

Já a dona de casa Franscisca Oliveira, de 37 anos, deu a luz ao quarto filho na quarta-feira (11). E enquanto fazia exercícios de estímulos com a bola de pilates, falou sobre a expectativa para a chegada do bebê.

“O parto normal é melhor, porque no outro dia já pode caminhar, pegar o filho no colo e quando é cesárea é mais difícil. Estou com quatro centímetros de dilatação e hoje ainda vou olhar para o rostinho do meu caçula”, declarou emocionada.

O serviço é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) através de um convênio com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsau) e o Hospital, com recursos do Ministério da Saúde.
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