Público da festa era composto por adolescentes (Foto: Divulgação/Polícia Militar do Ceará)
O Ministério Público do Estado do Ceará, a Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), a Delegacia de Combate à Exploração de Crianças e Adolescentes (Dececa) e os agentes de proteção do Juizado da Infância e da Juventude formaram um grupo que vem fiscalizando e reprimindo a realização de festas ilegais destinadas ao público infanto-juvenil.
Como resultado deste trabalho, os órgão já encerraram cinco eventos tidos como “festas de orgia”, envolvendo crianças e adolescentes, com a distribuição gratuita de bebidas alcoólicas, drogas e exposição a cenas de sexo.
O promotor de Justiça da Infância e Juventude, Luciano Tonet, ressalta a importância da atuação do grupo nas reuniões, explicando as consequências jurídicas que os proprietários dos imóveis alugados para a realização das festas ilegais podem responder.

Ele enfatizou que o principal objetivo dessa ação integrada entre os principais órgãos da Infância e Juventude do Ceará é minimizar o número de jovens envolvidos com drogas e violência no Estado. Para o promotor de Justiça, estes eventos são organizadas com o intuito de alistar jovens para a criminalidade como o primeiro contato com a criminalidade.

Uma das ações mais recentes promovida pelo promotor de Justiça com o apoio do Juizado de Menores em parceria com a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e o Detran, foi um evento que ocorreria na sexta-feira (22), na cidade de Pacatuba, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
A festa não apresentava as normas regulamentares exigidas, como, por exemplo, o laudo do Corpo de Bombeiros.

Dois homens foram presos, sendo um deles o organizador do evento, que já tinha um mandado de prisão aberto pelo crime de associação para o tráfico de drogas. No local também foram apreendidas munição, drogas e bebidas alcóolicas.

Em uma outra ação, foi encerrada a festa denominada “Baile de Favela”, que ocorria na Avenida Jovita Feitosa, com a presença de crianças e adolescentes, exposição gratuita a drogas, álcool e incitação sexo.
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