Imagens de arquivo mostram Hillary Clinton discursando na Filadélfia e Donald Trump em Nova York durante prévias eleitorais (Foto: REUTERS/Charles Mostoller e AP Photo/Julie Jacobson)
O republicano Donald Trump ficou empatado com Hillary Clinton, sua rival democrata, numa pesquisa de opinião da Reuters/Ipsos divulgada nesta quarta-feira (11), num sinal precoce contundente de que a eleição presidencial de 8 de novembro nos EUA pode ser mais disputada do que o pensado inicialmente.
Depois de semanas atrás de Hillary nas pesquisas, os números do empresário bilionário deram um salto após ele praticamente ganhar a nomeação republicana na semana passada quando os seus dois rivais ainda na briga desistiram, de acordo com a pesquisa online.
A pesquisa nacional indicou 41% dos prováveis eleitores apoiando Hillary e 40% com Trump, com 19% indecisos.

O levantamento ouviu 1.289 pessoas, foi realizado durante cinco dias e tem um intervalo de credibilidade de três pontos percentuais.

A pequena diferença resultou tanto dos ganhos de Trump quanto da queda de Hillary, no momento em que ela tenta superar o rival democrata, o senador Bernie Sanders.Bernie Sanders discursa em Laramie, Wyoming,em imagem de arquivo (Foto: AP Photo/Brennan Linsley)
Embora a campanha eleitoral mal tenha começado, a pesquisa marca uma mudança a favor de Trump.

Um levantamento similar da Reuters/Ipsos conduzida no período de cinco dias até 4 de maio mostrou a ex-secretária de Estado com 48% e o magnata de Nova York com 35%.AtaquesCom a temporada das prévias partidárias terminando, os dois prováveis nomeados têm direcionado a atenção para as eleições de 8 de novembro e começado a testar os ataques, tanto em políticas quanto sobre as personalidades, que vão dominar a campanha nos próximos meses.

Hillary e Trump têm bom desempenho nas pesquisas junto a eleitores dos seus partidos, mas os independentes continuam a expressar incerteza, com 38% se dizendo inseguros ou que votariam em um outro candidato.
Um dos grandes fatores da campanha será as mudanças demográficas do país, já que mais minorias se registram para votar.

O aumento dos registros de hispânicos, que tendem a votar em Hillary, pode exercer um papel para inclinar a votação a favor da candidata.
“Essa é uma eleição que vai ser determinada principalmente pela composição demográfica do eleitorado norte-americano, e isso não mudou numa semana”, disse o professor de ciência política da Universidade de Virgínia Larry Sabato.

A derrota de Hillary na primária da Virgínia Ocidental nesta terça-feira sinalizou possíveis problemas para ela nos Estados industriais em novembro.
Trump, de 69 anos, provocou Hillary nos últimos dias, afirmando que ela “não consegue fechar o negócio” contra oponente democrata.

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Fonte: G1