Demora no atendimento incomoda pacientes no Hospital da Mulher em SL (Foto: Danilo Quixaba)
Pacientes que precisam marcar consultas no Hospital da Mulher, na região do Bacanga, em São Luís, estão passando por dificuldades. A pouca quantidade de senhas distribuídas e o atendimento realizado por poucas pessoas causam lentidão e ineficiência nos serviços de marcação de consultas.
Os pacientes relatam que, em muitos casos, é preciso acampar na porta do hospital para tentar conseguir uma senha e ser atendido.

Além disso, a prática de venda de senhas também dificulta o processo de marcação.
Francinalva Costa Serra diz que para marcar as consultas, ela precisa chegar de madrugada na porta do hospital.

Segundo ela, quando chega já existe uma grande quantidade de pessoas esperando na fila, mas muitos deles não estão lá para pegar as senhas para uso próprio.
“O que está revoltando a gente é que quando chegamos aqui, o pessoal que passa a noite na fila está vendendo cinco vezes a senha, daí fica cinco pessoas na frente.

Eles esperam na fila, pegam várias senhas e vendem para as pessoas. Daí, quando essas pessoas chegam pela manhã, ficam na frente de quem chegou de madrugada.

A senha é vendida a R$ 40, R$ 30. Já deu briga porque pessoas são colocadas na frente das outras e está dando confusão”, relatou Francinalva Costa Serra.

Prática ilegal de venda de senhas gera confusão em porta de hospital (Foto: Danilo Quixaba)
Alguns pacientes padecem esperando atendimento. Muitos estão há meses tentando marcar uma consulta.

É o caso da Virgínia Pereira, que tenta ser atendida por um clínico geral há um mês. “Estou desde o mês passado tentando conseguir um clínico-geral aqui.

Ainda estou esperando marcar a consulta, para poder fazer o exame. Aí fica desse jeito, eles não resolvem o problema e ficam várias pessoas na fila pegando a vez”, reclamou Virgínia Pereira Magalhães.

O G1 entrou em contato com a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) para pedir posicionamento do órgão sobre o atendimento ineficiente no hospital. O órgão também foi questionado quanto à prática ilegal de venda de senhas para consultas pelo G1, que aguarda retorno.

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