Praia e Lagoa foram os roteiros escolhidos na manhã ensolarada desta sexta (5) para caçar pokémons (Foto: Elisa de Souza/G1)
Caçar monstrinhos na praia, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Jardim Botânico, nos longos congestionamentos da cidade…

a febre mundial Pokémon Go, definitivamente, desembarcou no Rio de Janeiro. Basta dar uma volta pela cidade para constatar que tem muito carioca querendo virar mestre pokémon.

Tem até gente escapando de atropelamentos e sofrendo pequenos acidentes na busca.É fácil perceber quem está mergulhado no jogo de realidade aumentada pela “atitude suspeita”.

Olhos fixos no celular, olhadas ao redor para identificar onde está o bichinho, uma certa distração e a cara de satisfação ao encontrar o Pokémon. Então, foi fácil identificar os amigos de infância Daniel Turco, de 16 anos, Rodolpho Perrissé, de 18, e Luis Eduardo Sobrinho, de 17 anos que estavam, na manhã desta sexta-feira (5), caçando pokémons em grupo pela Lagoa.

“Eu via o desenho quando era criança e jogava os outros jogos pokémon. Não fiquei muito animado com o app porque curtia mais os jogos que não precisava sair de casa, mas lançou e eu fiquei viciado”, conta Daniel Turco que, junto com Luis Eduardo, já tinha caçado na praia do Leblon mais cedo.

Ele e o amigo foram encontrar Rodolpho na Lagoa, para quem a caçada em terras cariocas é, na verdade, uma despedida.“Eu sempre adorei pokémon, tive álbum, fichário.

Gosto muito de jogos e, amanhã, estou indo morar em São Paulo para estudar Design de Games. Uns bebem vodka, pra minha despedida quis comemorar com a caça de pokémons”, ri ele, que tem 133 pokémons capturados.

Naiane Mello já perdeu o ponto, arriscou seratropelada e fez amigos jogandoPokémon Go (Foto: Arquivo Pessoal)
A designer de moda e publicitária Naiane Mello, de 26 anos, coleciona histórias em dois dias de jogo. “Já esqueci de descer no ponto porque estava capturando, já quase fui atropelada por um ônibus porque estava olhando o celular, quando vejo algum na rua grito e assusto as pessoas, e também já fiz amizade com pessoas pra recomendar tal lugar que tinha tal Pokémon”, conta ela que, na última quinta (4), saiu com amigos para a Lapa para caçar pokémon e quase foi atropelada por um ônibus.

“Eu lerda parando pra capturar o Zubat e vem um ônibus a todo vapor pra parar no ponto e eu tive que sair correndo pra calçada pra não ser atropelada”, conta ela. Ela não foi atropelada e e, como a imagem mostra, conseguiu capturar o Zubat.

O advogado Renan Diniz, de 28 anos, levou o lema “Temos que pegar” a sério, se distraiu demais, e a caçada terminou em um leve acidente e um braço machucado.“Na quinta (4), eu fui caçar Pokémon no Campo de São Bento, em Niterói.

Tinha muita criança e muito adulto caçando. Na volta, enquanto eu estava andando na calçada, um cara veio estacionar, eu, distraído, não vi, ele derrubou um vaso de planta em cima de mim.

Conclusão: machuquei o braço todo.”E o susto vai fazer com o que ele fique mais atento? “Não! Não vou mudar minha rotina de jogo por causa disso, não mesmo”, afirma o advogado.

O arquivista Flávio Monteiro, de 37 anos, ficou numa situação..

. desconfortável.

  “Eu estava andando em um shopping e não acreditei quando vi que estava no banheiro. Cheguei no banheiro e vi o bicho, mas precisava dar alguns passos pra posição de capturar e era dentro do reservado.

Fiquei fingindo que estava fazendo xixi, mas a pessoa não saía do reservado nunca. No final desisti do pokémon diante da catinga.

Voltei meia hora depois e ele não estava mais lá”, lamenta.Guilherme Hage, de 26 anos, usa engarrafamentos e intervalos no trabalho para caçar (Foto: Elisa de Souza / G1)
Guilherme Hage, de 26 anos, trabalha no Jardim Botânico e, em uma passadinha no mercado, aproveitava para caçar os bichos “Eu cresci vendo o desenho, gostava muito e, por isso, baixei o jogo, por remeter à infância, mesmo com essa idade”, ri.

Ele garante que não sai para caçar. E nem precisa.

“Moro na Ilha do Governador, são 2h pra ir e 2h pra voltar, todo dia. Dá tempo de sobra de pegar Pokémon”, garante.

* Sob supervisão de João Ricardo Gonçalves
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Fonte: G1 Tecnologia