‘Dead Rising 4’ traz de volta Frank West, herói do primeiro jogo da série de zumbis (Foto: Divulgação/Capcom)
O game de zumbis “Dead Rising”, que há 3 anos tinha papel de protagonista e foi um dos jogos de lançamento do Xbox One, ganhou um quarto capítulo durante a E3 2016 como se fosse mais um morto-vivo. “Dead Rising 4” chegou a vazar antes da hora, mas na conferência da Microsoft passou pelo telão do evento em tempo recorde e sem absolutamente nenhum alarde. E até dá para entender.

Assista ao trailer aqui.
O G1 testou o game na E3 e ele traz poucas novidades à formula de matar zumbis usando os métodos mais absurdos e cômicos possíveis.

Ao que parece, a Capcom está apostando na volta do carismático jornalista Frank West, herói do primeiro “Dead Rising”, para justificar o novo jogo. Bom.

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ele cobriu guerras, não é mesmo?Natal dos mortos-vivos”Dead Rising 4″ se passa durante o Natal no cenário do game de estreia, a cidade de Willamette, no Colorado (EUA), 16 anos depois da história original. E após um novo surto de zumbis, Frank West vai até o local para investigar e impedir a infestação.

Praticamente falando, a demo de “Dead Rising 4” mostra apenas duas novas coisas. A primeira são as exoarmaduras, uma roupa que Frank encontra pelo mapa e que dá a ele um tipo de superforça.

E é bem divertido equipar o traje e ir para cima das hordas de zumbis sem medo de ser feliz e virado no Jiraya, já que você está praticamente invencível.
A segunda é a separação dos itens em três categorias, cada qual com um botão exclusivo no controle.

Para disparar as armas de fogo você aperta o gatilho direito. Já as granadas ficam no botão de ombro esquerdo, enquanto as espadas, machados e outros equipamentos são acionados no botão X.

Exoarmadura é uma das novidades de ‘Dead Rising 4’ (Foto: Divulgação)
Antes, você usava o gatilho direito para usar todas elas. Então essa divisão tenta facilitar e agilizar o acesso a vários tipos de itens, o que ajuda a causar mais caos em Willamette e acaba com a chatice que é ficar procurando armas em menus do jogo.

Mas passado esse tipo de inovação óbvia, que beira o obrigatório, “Dead Rising 4” se parece demais com o terceiro jogo. Dos cenários de Willamette – que na demo eram apenas algumas ruas – aos golpes especiais de finalização e até às próprias armas diferentonas, que você constrói, a sensação de familiaridade é muito grande.

É como se já tivéssemos jogado isso antes, mas não com aquele gostinho de quero mais.
A principal graça dos primeiros “Dead Rising” era se planejar para ter tempo de fazer todas as missões que surgiam e, é claro, resgatar todos os sobreviventes.

Você ia conhecendo as rotas mais seguras, os melhores lugares para itens de cura e descobrindo algo novo a cada ronda pelo shopping de Willamette ou pelos cassinos de Fortune City. O bom humor, os personagens excêntricos e as referências a filmes de zumbis vinham por cima disso e casavam muito bem.

Frank West retorna em ‘Dead Rising 4’ e mais uma vez precisa encarar hordas de zumbis (Foto: Divulgação)
As chances do cenário natalino criar bons psicopatas, que são os chefões do game, são ótimas. Assim como a volta de Frank West pode dar a injeção de ânimo que a série perdeu (e muito) em “Dead Rising 3”.

Mas quando o terceiro jogo deslocou o foco da série para a pura e simples matança de milhares de mortos-vivos usando as formas mais bizarras – e divertidas também, sem dúvidas – à mesa, a série perdeu um pouco do charme e passou a navegar muito perto do abismo da repetição.
O medo com “Dead Rising 4” é que Frank West tropece.

Daí não tem Vietnã ou Guerra do Iraque que consiga resolver. O game será lançado em dezembro para Xbox One e PCs.

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Fonte: G1 Tecnologia