A E3 2016 chegou ao fim, grandes anúncios aconteceram e, apesar da apreensão com a saída da feira de empresas como EA e Activision, o público subiu. A E3 2017 está confirmada, e o evento prova que continua sendo bom lugar para a indústria de videogames se reunir para falar de jogos. O G1 avalia agora os destaques da E3 deste ano.

Objetivos diferentesPelo segundo ano seguido, Sony e Microsoft fizeram conferências bem importantes – e cada uma a sua maneira. E essa diferença de visão, e de momento, entre as duas principais competidoras do mercado de games ficou ainda mais evidente na E3 2016.

‘Project Scorpio’ é versão mais poderosa do Xbox One e será usada para rodar a realidade virtual e imagens em resolução 4K (Foto: Casey Rodgers/Invision for Microsoft/AP Images)
A Microsoft ainda está atrás na corrida dos consoles graças ao anúncio desastroso lá de 2013, quando o Xbox One foi mostrado pela primeira vez não como um aparelho para games, mas uma central multimídia. E como a Sony já confirmou que trabalha em um PlayStation 4 mais poderoso antes mesmo da E3, não restou outra alternativa a não ser meter o pé na porta e revelar não um, mas dois novos consoles.

Com o Xbox One S e o Project Scorpio, a Microsoft tenta mais uma vez injetar ânimo e mostrar que seu principal compromisso são os games. A promessa do Scorpio ser o console mais poderoso já existente é animadora, e joga a peteca para cima da Sony.

A companhia japonesa, porém, está tranquila e favorável no primeiro lugar desde que lançou o PS4. Por isso, ela se dá ao luxo de evitar o tradicional discruso corporativo que ninguém quer ouvir, mostrando uma sequência brutal de ótimos games exclusivos para o seu console.

Foram “Death Stranding”, novo game de Hideo Kojima, criador de “Metal Gear Solid”; o novo “God of War”, que muda completamente a série de ação como a conhecemos; e “Resident Evil 7”, que aproveita o momento dos jogos de horror para dar nova cara à série da Capcom.A realidade virtual é bem realGames de realidade virtual, como ‘Farpoint’, foram destaque na E3 2016 (Foto: AP Photo/Nick Ut)
Com os dois principais óculos de realidade virtual já no mercado, e o lançamento do primeiro equipamento para videogames agendado para outubro, a E3 2016 estava cheia de games do tipo.

E eles não eram só demonstrações obscuras da tecnologia. A feira mostrou que franquias consagradas também estão se testando na área.

A principal delas com certeza é “Resident Evil”. A Capcom anunciou que o sétimo capítulo do seu jogo de terror será em 1ª pessoa, uma guinada drástica na fórmula da série, e que a versão para PlayStation 4 contará com suporte ao PlayStation VR, óculos de realidade virtual.

Não é só. “Batman: Arkham”, “Star Wars Battlefront” e “Final Fantasy XV” são outros exemplos de games que possuem experiências que usam a realidade virtual.

Se a moda vai pegar, ainda não sabemos. A aceitação do PlayStation VR, acessório com um custo inferior aos de computadores, será um bom termômetro.

Mas a E3 2016 provou que as empresas estão apostando forte na nova tecnologia.A força da Nintendo
Quando a Nintendo anunciou que só levaria um único game para a E3 2016, sobrancelhas se ergueram.

É agora que a empresa japonesa deixa de vez a feira. Ledo engano.

Pois a estrela do show era ninguém menos que “The Legend of Zelda: Breath of the Wild”, novo jogo da série e o primeiro a acontecer em um mundo aberto.
Apesar de ter dezenas de estações rodando o game, que ocupavam 90% do estande da Nintendo, a fila para jogar o novo “Zelda” era de longe a mais disputada dentro da E3 2016.

Quem não queria correr o risco de não testar o game precisava chegar cedo à E3.
Essa é mais uma prova da força da Nintendo com o público, apesar da impopularidade e do fracasso de vendas chamado Wii U.

Tomara que a chegada em 2017 do novo console NX, e o reposicionamento da Nintendo como uma produtora que também faz jogos para celulares, estimule a Big N a continuar participando da E3. Apelo é o que não falta.

São tantas emoçõesA E3 2016 também mostrou mais uma vez como a indústria de videogames é um mercado que lida diretamente com a emoção do público e capitaliza sobre ela. Dois dos três principais jogos da Sony em 2015, responsáveis por levar jogadores ao delírio e declarar que a japonesa havia “vencido” a E3, não foram sequer citados neste ano.

Vai, “Shenmue III” e o remake de “Final Fantasy VII” podem até ser cancelados que isso não ia manchar a boa publicidade obtida pela Sony com os anúncios na E3 2015.
O fã de videogames não faz projeções à longo prazo e se motiva bastante pelo agora.

Uma cena computadorizada daquele jogo que sempre quis jogar, o logotipo da minha série favorita surgindo na tela para anunciar uma nova sequência. Se vai lançar mesmo? Tanto faz.

Se isso impacta a forma como me sinto em relação a marca? Pouco provável.
A Microsoft também sofreu com isso.

“Crackdown 3”, anunciado há 2 anos, não apareceu, e o game designer Dave Jones precisou se justificar na internet sobre o sumiço do seu jogo.
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Fonte: G1 Tecnologia