‘Kickass Torrent’, site de compartilhamento de arquivos, como filmes, games, músicas, livros e programas de TV. (Foto: Reprodução/Kickass Torrent)
Autoridades dos Estados Unidos deflagraram nesta quarta-feira (20) uma ação que resultou na prisão e no indiciamento do ucraniano Artem Vaulin, acusado de ser dono do “Kickass Torrent”. Com isso, o maior site de compartilhamento de download do mundo foi derrubado.

Vaulin, de 30 anos, foi se tornou alvo de uma ação criminal aberta em um tribunal de Chicago, em Illinois. Ele é acusado de conspiração para cometer crimes de infração aos direitos autorais, conspiração para lavar dinheiro e de infringir duplamente a lei de direitos autorais.

Ele foi preso na Polônia nesta quarta, e os EUA querem a extradição do ucraniano para seu território. Participaram ada ação a Procuradoria-Geral dos EUA, o Ministério Público de Illinois, o órgão de imigração norte-americano, ligado ao Departamento de Segurança Nacional, e a Receita Federal norte-americana.

A polícia polonesa também atuou.
Segundo a acusação, ele é proprietário desde 2008 do site, disponível em 28 línguas e que recebe mais de 50 milhões de visitas únicas por mês e é o 69º mais visitado da internet, segundo dados da empresa de monitoramento Alexa citados pelas autoridades dos EUA.

“Vaulin é acusado de operar hoje em dia o mais visitado website de compartilhamento ilegal de documentos, responsável por distribuir ilegalmente materiais protegidos por direito autoral avaliados em quase US$ 1 bilhão”, afirmou Leslie R. Caldwell, assistente da Procuradoria-Geral dos EUA.

A estimativa é que o site movimentava entre US$ 12,5 milhões e US$ 22,3 milhões por ano com publicidade. O valor de mercado do “Kickass Torrents”, diz as autoridades, é de mais de US$ 54 milhões.

O site disponibiliza para download filmes que ainda estão nos cinemas como “Independence Day” e “Procurando Dory”.
“Em um esforço para fugir da execução da lei, Vaulin alegadamente contava com servidores localizados em países de todo o mundo e movia seus domínios [na internet] devido a repetidas apreensões e ações na Justiça”, afirma Caldwell.

O site já foi alvo de pedidos de remoção feitos por tribunais do Reino Unido, Irlanda, Itália, Dinamarca, Bélgica e Malásia. Segundo a acusação, Vaulin operava os domínios “kicktorrents.

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“Sua prisão na Polônia, no entanto, demonstra novamente que cibercriminosos pode correr, mas eles não podem se esconder da Justiça”, comentou Caldwell.
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Fonte: G1 Tecnologia