Fachada do Google Campus São Paulo (Foto: Divulgação)
O Google apresentou nesta terça-feira (7) o Campus São Paulo, um espaço destinado a abrigar startups e a conectar empreendedores interessados em criar ou impulsionar novos negócios.VEJA FOTOS DO CAMPUS SÃO PAULO
O prédio, que será inaugurado na próxima segunda (13), é apenas o sexto espaço deste tipo no mundo (Londres, Tel Aviv, Varsóvia, Seul e Madri). É o primeiro do continente americano — nem os Estados Unidos, lar da empresa, possuem um.

O Campus fica no bairro do Paraíso, na zona sul de SP.
Qualquer um poderá usar as instalações do edifício de seis andares e 2,6 mil metros quadrados para realizar um evento destinado a empresas iniciantes de tecnologia.

A condição é que seja gratuito. Isso inclui um auditório para 100 pessoas, sala de aula para 50 pessoas e três andares destinados a “coworking” (trabalho colaborativo).

O campus de Londres, primeiro a ser inaugurado, em 2010, já tem 60 mil membros da comunidade. O de São Paulo já tem mais de 7 mil.

O Campus ficará aberto à comunidade das 9h às 19h e não fecha para empreendedores.
“É um orgulho para o paulistano estar entre as seis cidades a obrigar um investimento dessa natureza”, afirma o prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

“O Google é até hoje considerado uma startup, mas ele começou pequeno e se tornou grande como é hoje”, diz André Barrence, diretor do Google Campus São Paulo.
Dois dos seis andares do Campus abrigarão um café, ao qual qualquer um poderá frequentar, desde que se cadastre no site do projeto.

Além de incentivar a ida de pessoas da comunidade, o espaço terá atividades voltadas a startups, como sessões de mentoria (orientação de especialistas em negócios) e ações voltadas a mães empreendedoras.Sala de reunião do Campus São Paulo do Google (Foto: Divulgação)Sala de jogos do Campus São Paulo do Google (Foto: Divulgação)
Uma das peculiaridades do Campus de São Paulo é o Programa de residência.

Nele, cerca de dez startups selecionadas serão abrigadas no prédio por no mínimo seis meses. Durante esse período, terão acesso a todos os recursos do Google.

A empresa informa que não exigirá em contrapartida uma participação acionária na startup, prática comum em iniciativas voltadas a startups, como aceleradoras ou incubadoras.
A seleção irá priorizar projetos que ataquem problemas sociais e tenham uma equipe diversa.

“Queremos selecionar as melhores ideias e não aquelas ideias que podem pagar para estar aqui”, diz Berrance.
O prédio também reunirá parceiros, como a aceleradora Startup Farm, a Techstars e a Brazil  Innovators.

Cada um deles conduzirá seus próprios programas de estímulo a startups. Algumas áreas do prédio não fecharão para profissionais não terem de interromper o trabalho.

“Esse tipo de inovação acontece às 4 da manhã, às 4 da tarde. As ideias não tem horário pra chegar”, comenta Haddad.

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Fonte: G1 Tecnologia