Em 2002, quando a moda dos Food Trucks ainda não havia aportado no Brasil, governos estaduais e municipais, em parceria com empresas privadas, mantinham laboratórios itinerantes de inclusão digital montados em ônibus e caminhões. O tempo passou, o maior acesso aos celulares e à banda larga móvel se encarregou de incluir digitalmente um grande número de brasileiros e os desafios passaram ser o empreendedorismo digital e a capacitação profissional em TI. Objetivos do projeto HackTruck, que a partir da próxima segunda-feira começa a percorrer universidades brasileiras, localizadas em 11 cidades das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

A intenção é capacitar 500 alunos ao longo de 10 meses.
Com 70 metros quadrados, o laboratório itinerante do HackaTruck é uma iniciativa da IBM Brasil e da Flextronics, em parceria com o Instituto de Pesquisas Eldorado e a Apple, mantido pelos incentivos da Lei de Informárica.

Conta com sala de aula equipada com dispositivos Apple, projetores e óculos para realidade virtual da Epson, câmeras de segurança da Pelco, uma impressora 3D da Sethi 3D, e aplicativos de última geração armazenados na nuvem Softlayer, da IBM.
Dentro do caminhão, os instrutores do Instituto Eldorado desenvolverão atividades de capacitação profissional, tendo como foco a linguagem SWIFT para iOS, já que um dos principais objetivos é despertar o gosto pelo desenvolvimento de aplicativos.

Além do curso, os participantes terão a oportunidade de acompanhar oficinas sobre startups e empreendedorismo e terão contato com novidades tecnológicas como impressora 3D e óculos de realidade aumentada, por exemplo.
A primeira parada será entre os dias 16/10 a 18/10, no Instituto Eldorado.

Depois, de 19/10 a 6/11, o caminhão estará na PUC Campinas. De 9/11 a 28/11, no Mackenzie.

De 30/11 a 18/12, na Fatec de São José dos Campos. Em 2016, a primeira parada é em 18/1, na Puc do Rio de Janeiro.

Depois Salvador, Sorocaba, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília são cidades já confirmadas.
O itinerário e a programação completa de cada cidade podem ser vistos no site www.

hackatruck.com.

br. Serão três semanas em cada uma das instituições de ensino superior parceiras, com participação de 28 alunos por período (manhã e tarde) e quatro horas de curso por dia, totalizando 60 horas.

Os cursos oferecidos pelo projeto são gratuitos para os participantes. Ao final, os alunos receberão um certificado de participação.

Para participar, estudantes das universidades parceiras, assim como de outras universidades das cidades visitadas, devem se inscrever no site e realizar um curso de EAD sobre SWIFT, para adquirir as primeiras noções sobre a linguagem. Ser estudante de cursos de TI não é um pré-requisito.

Qualquer aluno da instituição parceira pode se inscrever no projeto. Além disso, os organizadores pedem também o envio de um vídeo mencionando os motivos do interesse no curso.

“Depois, os alunos selecionados deverão propor seus próprios projetos, que serão desenvolvidos ao longo do curso. A metodologia usada é do challenger learning process”, comenta Claudio Schlesinger, executivo de Parcerias Educacionais da IBM Brasil.

“O conceito de EAD é uma versão menor do desenvolvido pela Apple com o Instituto Eldorado”.
Os equipamentos Apple necessários para a realização das práticas do curso presencial de Swift serão disponibilizados pelo projeto.

Schlesinger ressalta que um dos objetivos do projeto é possibilitar uma nova visão para a carreira de TI. “Vivemos hoje a Era Digital, com tecnologias que proporcionam novos modelos de negócios que já nascem nas plataformas graças à mobilidade, a conectividade, a disponibilidade dos dados e a segurança.

Esses novos profissionais precisam estar ainda mais preparados para trabalhar neste novo cenário que se renova a todo momento”, enfatiza.
Para receber o certificado de conclusão do Curso EAD, os participantes devem atingir aproveitamento final maior ou igual a 70%.

No curso presencial, os alunos que obtiverem média final igual ou superior a 70% e frequência igual ou superior a 75%. “O aluno que não conseguir terminar o projeto durante as três semanas de curso vai poder fazê-lo simulando o app na plataforma da IBM que ficará instalada na universidade.

Os organizadores pretendem também ofertar atividades extras na área de TIC no período noturno para a comunidade acadêmica. E abrir o ônibus para visitação.

 Essa primeira rodada do projeto termina em julho de 2016. Se der certo, pode ser expandido para cidades de outras regiões do país até o fim de 2016.

PS: Se tiver a oportunidade de visitar o caminhão, tente desvendar o easter egg na pintura externa lateral. Encontre os três ícones que representam a sigla IBM, uma forma de homenagear a empresa, já que nenhuma marca poderia aparecer.

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Fonte: Computer World