‘Pokémon Go’ estreia na Europa com lançamento na Alemanha. (Foto: Reprodução/Apple)
Lançado no começo de julho, “Pokémon Go” se tornou rapidamente um dos games para smartphones mais populares de todos os tempos. Além de ultrapassar redes sociais como Tinder e Twitter no tempo gasto por seus usuários, o jogo foi responsável por uma gigantesca valorização nas ações da Nintendo, uma das desenvolvedoras.

No entanto, após semanas de amor com seus jogadores, o app parece ter atingido seu ápice — e já começa a perder público nos Estados Unidos.
As evidências são muitas.

A mais recente é a avaliação da última atualização na App Store. Lançada nesta segunda-feira (1º), a versão classificada mais de 10 mil vezes até o momento atingiu uma média de 1,5 estrela de 5 totais.

Considerando que o aplicativo tem no total 154 mil avaliações desde o lançamento no dia 5 de julho, que resultaram em uma média de 3 estrelas, é provável que se trate de uma campanha de jogadores decididos a protestar na loja da Apple após problemas recentes do game, como reportou o site “Kotaku”.Queda de jogadores e de lucroAo contrário de outros games gratuitos para smartphones populares, como “Candy crush”, o interesse nunca aconteceu de maneira tão instantânea quanto com “Pokémon Go”.

Enquanto os rivais conheceram seus picos depois de meses, o jogo da Niantic chegou ao topo cerca de uma semana após a estreia.
A busca pelo termo “Pokémon Go” chegou ao ápice no dia 11 de julho, mas sofreu queda de quase 70% até o dia 28.

Já o máximo número de usuários aconteceu no dia 14. De acordo com estimativas da empresa de pesquisas Survey Monkey, o game tinha 25 milhões de jogadores diários.

Em menos de uma semana, caíram para cerca de 22 milhões.
Além disso, menos pessoas têm gastado dinheiro com o jogo.

Segundo a empresa de análise de mercado Slice Intelligence, a parcela de compradores de itens dentro da plataforma caiu cerca de 32% desde o dia 15, quando chegou a seu pico.O jogo de realidade aumentada ‘Pokemon Go’ é visto na tela de um smartphone em foto ilustrativa tirada em Palm Springs, na Califórnia, EUA (Foto: Sam Mircovich/Reuters)Normal, mas nem tantoEssa queda segue a tendência observada em outros jogos do gênero, e não deve preocupar tanto a desenvolvedora.

Afinal, ainda estamos falando em um dos games móveis mais rentáveis da história. Ele chegou a ganhar mais do que todos os concorrentes juntos.

E 22 milhões não é um número a se desconsiderar.
Mas a perda de interesse também não pode ser ignorada.

Muitos jogadores têm reclamado com razão da falta de comunicação da Niantic, que até agora não anunciou data de lançamentos para nenhum país (inclusive Brasil, ao contrário do que muitos rumores dizem por aí), nem deu grandes sinais de ouvir as críticas.Medidor de distância travadoE a atualização do último domingo (31), a maior delas até o momento, resolveu uma dos grandes reclamações do público ao remover um de seus principais atributos.

Há semanas, o medidor de distâncias que indicava se os monstrinhos estavam perto havia travado. Ao invés de consertar o problema, não é mais possível saber se os pokémons estão próximos ou se estão mais longe, apenas quais estão na região.

Trailer prometia game mais completo e com mais recursos (Foto: Reprodução/YouTube)Temos que pegar?O sucesso estrondoso de “Pokémon Go” foi surpresa para todo mundo, especialmente para sua desenvolvedora. Tanto que a empresa sofreu com diversos problemas de instabilidade de seus servidores nas primeiras semanas.

Estavam despreparados para um fluxo tão grande usuários e esse foi um dos motivos pela demora do lançamento em mais países.
Sendo assim, é compreensível que a Niantic esteja correndo para se recuperar e,  inexperiente no tratamento com o público, sofra em atender suas expectativas.

Mesmo assim, com um produto que ainda fica bem aquém do prometido no trailer, a desenvolvedora precisa correr para responder o mais rápido possível às críticas.
Enquanto isso, na página do game no Facebook, em que a empresa anuncia as novidades, os comentários de brasileiros desesperados pelo lançamento se tornam cada vez maiores.

E, aos poucos, é possível observar a transformação da ansiedade em rancor.
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Fonte: G1 Tecnologia