Desde que foi anunciado, nesta segunda (02), que o uso de WhatsApp seria bloqueado em todo país durante 72 horas, a internet ficou em polvorosa. Rapidamente, usuários das redes encontraram uma solução para burlar o impedimento de acesso: instalar uma rede VPN no celular, como o Betternet e SuperVPN. O VPN, ou Virtual Private Network (em português, Rede Privada Virtual), funciona à base de criptografia de entrada e saída de dados: utilizando acesso remoto, seu endereço IP muda e se torna difícil de rastrear – você pode passar a emitir informações de que está acessando a internet da Polônia, por exemplo. Com isso, não há bloqueio local que resista: a instalação de um VPN no celular funciona mesmo para fazer o WhatsApp funcionar. Mas tem seus contras – e eles são bem perigosos.

Em alguns casos, o aplicativo já voltou a funcionar normalmente, mesmo sem o uso da rede privada. Mas para quem está encontrando dificuldades em ficar sem o comunicador instantâneo, é preciso cautela: redes VPN têm acesso a todos os seus dados – e não é raro que façam mau uso deles. Em 2014, 11 de 14 provedores de redes restritas mais populares do mundo vazaram dados de seus usuários. O Hola, que ficou conhecido por permitir que acesso ao Netflix gringo, vendia conexão banda larga de seus usuários na cara dura. É muito importante conhecer a procedência do provedor que você está utilizando. Pense com a gente: se o provedor é gratuito, de onde está saindo a grana para manter o serviço? A possibilidade de seus dados estarem sendo vendidos não é pequena.

O site Lifehacker fez uma lista de fatos a levar em consideração na hora de escolher seu VPN ideal. Um ponto interessante do artigo é definir suas prioridades: se você tem um VPN pela segurança que uma rede como essa proporciona, o ideal é utilizar provedores de escola ou do trabalho, que tem proteção reforçada. Se você procura privacidade, ter um provedor pouco confiável se torna um problema ainda maior. Aceitar um app que possibilita acesso VPN sem checar seus termos de segurança é, no mínimo, arriscado. Ainda mais no celular, onde guardamos informações de todos os tipos – do app do seu banco até aqueles nudes que você manda para pessoas escolhidas a dedo.

O ideal, quando você for escolher seu VPN, é optar por serviços pagos, cuja probabilidade de estarem vendendo seus dados é menor. Sempre procure referências do provedor: uma dica é buscar o nome dele acompanhado do termo “logging”: assim, você saberá quantos deles não guardam seus acessos – e quanto menos “logs” o VPN mantiver em seu banco de dados, melhor. Outra dica importante é não confiar em qualquer serviço que promete gerar um IP de um endereço distante: esta não é a maior garantia de segurança que você pode ter. O ideal, mesmo, é ter um serviço básico, que salva o mínimo de informações possíveis sobre você.

Além disso, existem os inconvenientes de esconder sua localização online: algumas pessoas já sentiram dificuldades em utilizar aplicativos de táxi, por exemplo, já que o VPN não permite o rastreio perfeito da sua localização. Se não quiser se arriscar, vá no seguro: listamos algumas dicas de apps bacanas para usar enquanto o WhatsApp tira umas férias. Fica a dica.